ENCONTRO DE PROFESSORAS COLABORADORAS
ELABORAÇÃO DO CADERNO DE ATIVIDADES PARA OS 3°S ANOS
Os encontros aconteceram nos dias 27 e 28 de julho nas dependências da SEDUC.
Agradecemos a significativa colaboração de todas!
Veja as fotos...foi ótimo!


Secretaria de Educação Diretoria de Ensino Fundamental E-mail pedagógico: blogfundamentalsv@gmail.com
..........."Convém que o trabalho das crianças não seja uma simples cópia; é necessário que seja realmente a expressão de seu pensamento." Ovide Decroly
ENCONTRO DE PROFESSORAS COLABORADORAS
ELABORAÇÃO DO CADERNO DE ATIVIDADES PARA OS 3°S ANOS
Os encontros aconteceram nos dias 27 e 28 de julho nas dependências da SEDUC.
Agradecemos a significativa colaboração de todas!
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Encontro de Professores 1°s e 2°s anos de escolaridade
Nos dias 09,10,11 e 12 de maio ocorreu nas dependências do CECAP o Encontro de Professores dos 1°s e 2°s anos de escolaridade, abordando o tema Alfabetização e Letramento. O processo de alfabetização é aqui entendido como a apropriação do sistema de escrita, que pressupõe a compreensão do princípio alfabético, indispensável ao domínio da leitura e da escrita. Já o letramento refere-se às práticas e aos usos sociais da leitura e da escrita em diferentes contextos. Este assunto causa dúvidas aos professores quanto à aplicação da sondagem e ao diagnóstico da hipótese de escrita em que a criança se encontra.
É imprescindível ressaltar que dentro desse processo encontram-se as competências e habilidades tão presentes nas avaliações externas como a Provinha Brasil, vale enfatizar que a ação do professor deve se mostrar significativo nesse processo, ou seja, com base nos resultados apresentados após a aplicação da Provinha Brasil há a caracterização de quais habilidades os alunos já desenvolveram e quais intervenções o professor deverá fazer, a fim de que o alunado possa progredir ao longo do processo ensino-aprendizagem.
Segue na pasta da disciplina de Língua Portuguesa as atividades referente a dinâmica aplicada. Agradecemos o carinho e a participação de todos os professores!
Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais. Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.
Formado no campo da psicologia e da neurologia, o cientista norteamericano Howard Gardner causou forte impacto na área educacional com sua teoria das inteligências múltiplas, divulgada no início da década de 1980. Seu interesse pelos processos de aprendizado já estava presente nos primeiros estudos de pós-graduação, quando pesquisou as descobertas do suíço Jean Piaget (1896-1980). Por outro lado, a dedicação à música e às artes, que começou na infância, o levou a supor que as noções consagradas a respeito das aptidões intelectuais humanas eram parciais e insuficientes.
Paulo Freire (1921-1997), o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação.
Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador.
Freire criticava a idéia de que ensinar é transmitir saber porque para ele a missão do professor era possibilitar a criação ou a produção de conhecimentos. Segundo o pensador pernambucano, o profissional de educação deve levar os alunos a conhecer conteúdos, mas não como verdade absoluta. Freire dizia que ninguém ensina nada a ninguém, mas as pessoas também não aprendem sozinhas. "Os homens se educam entre si mediados pelo mundo", escreveu. Isso implica um princípio fundamental para Freire: o de que o aluno, alfabetizado ou não, chega à escola levando uma cultura que não é melhor nem pior do que a do professor. Em sala de aula, os dois lados aprenderão juntos e para isso é necessário que as relações sejam afetivas e democráticas, garantindo a todos a possibilidade de se expressar.
A valorização da cultura do aluno é a chave para o processo de conscientização preconizado por Paulo Freire e está no âmago de seu método de alfabetização, formulado inicialmente para o ensino de adultos. Basicamente, o método propõe a identificação e catalogação das palavras-chave do vocabulário dos alunos – as chamadas palavras geradoras. Elas devem sugerir situações de vida comuns e significativas para os integrantes da comunidade em que se atua.
Diante dos alunos, o professor mostrará lado a lado a palavra e a representação visual do objeto que ela designa. Os mecanismos de linguagem serão estudados depois do desdobramento em sílabas das palavras geradoras. O conjunto das palavras geradoras deve conter as diferentes possibilidades silábicas e permitir o estudo de todas as situações que possam ocorrer durante a leitura e a escrita.
O método Paulo Freire não visa apenas tornar mais rápido e acessível o aprendizado, mas pretende habilitar o aluno a "ler o mundo", na expressão famosa do educador. "Trata-se de aprender a ler a realidade (conhecê-la) para em seguida poder reescrever essa realidade (transformá-la)", dizia Freire. A alfabetização é, para o educador, um modo de os desfavorecidos romperem o que chamou de "cultura do silêncio" e transformar a realidade, "como sujeitos da própria história".
Fonte: Nova Escola - Edição Especial 10/2008.

